quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Lago dos cisnes

Gosto porque gosto. Gosto de me sentar á beira de água e apreciar a calma! Na Suiça então é maravilhoso! Sentar-me á beira do lago com a minha irmã, com um maço de tabaco, uns oculos de sol e um dia de verão, ou mesmo um dia de inverno...É das coisas que mais gosto de fazer quando estou na Suiça. Adorava ser aqueles cisnes que quase me comem os pés para lhes dar pão ou apenas umas migalhinhas. E ver aqueles filhotes dos cisnes tão fofinhos peludos cinzentos que depois se tornam num branco puro que nos trás paz interior! O cisne é talvez um dos meus animais preferidos: pela sua beleza, pela sua alteza e pela sua pureza! Nem sempre se sabe dar valor a animais como este...Para muitos é apenas um pato. Mas para mim é um pato tão especial...
Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009

Charlie Chaplin

Apenas para postar aqui uma das coisas que mais gosto: filmes de Charlie Chaplin. O porquê de gostar tanto, não vale a pena dizer, porque quem gosta, sabe porquê é que gosta!

Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

saudadeee

A saudade de trabalhar é muita!

A minha geração Orpheu

Romana, Cristina,Rita,Nadine,Diana

Sexta-Feira, dia 6 de Fevereiro. A minha geração Orpheu foi jantar fora. Fomos á Portugália do Cais do Sodré. Talvez a minha preferida, com uma fabulosa vista para o Tejo e com zona de fumadores. Entramos, pedimos uma mesa para cinco e lá nos sentamos. Veio a carta, escolhemos e enquanto esperávamos abrimos uma garrafa de Alandra. Começamos a conversar, quase como de costume sobre a escola. Cada uma acendeu um cigarro e demos inicio á conversa. Enquanto conversávamos os copos iam ficando vazios. A comida chegou, pedimos mais uma garrafa e o tema mudou, desta vez para a nossa vida a dois, ou seja, vida com namorado. O Romana, é a única que não tem, então lá teve que nos aturar a falar do amor que cada uma sente. Á medida que comíamos e os temas mudavam rapidamente, pus-me a pensar. Olhei para aquela mesa, onde estavam sentadas todas ou quase todas as minhas melhores amigas e pensei se haveria alguém mais sortudo que eu, por ter aquelas amizades, por ter a melhor geração Orpheu. Comecei a pensar...Eu seria Fernando Pessoa, apaixonado por Lisboa, pelo Chiado. A Diana seria Mário de Sá-Carneiro, pois tal como Fernando Pessoa, eu passo muitos dos meus dias á espera dela no Rossio. A Rita seria sem dúvida Almada Negreiros, que tal como Fernando Pessoa se revolta com muita coisa, e talvez um dia a Rita escreva o Manifesto Anti-Escola. A Romana será Amadeo de Souza-Cardoso, o porquê não sei bem dizer, mas talvez por ela ter travado uma grande amizade com a Rita que neste caso é Almada e depois connosco e resta a Cristina, que será Santa-Rita pintor. A noite foi ficando cada vez mais animada, com a ajuda do vinho branco Alandra mas diverti-me imenso juntamente com a minha geração Orpheu e o que é melhor do que ter quatro melhores amigas, ali todas sentadas á mesa comigo, conversando animadamente, fazendo brindes a tudo e a todos, principalmente a nós próprias! Quando saímos da Portugália, depois de pagar uma bonita conta de 50€ fomos até ao Cais do Sodré a pé, cantando na rua felizes, ali junto ao Tejo, o Tejo que certamente é a nossa revista Athena, pois ele nas suas inúmeras páginas já tem escrito muitas histórias desta minha geração Orpheu!


P.S. Gosto tanto destes jantares só nossos meninas!


Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Apontamento

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada descuidade.
Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia na loiça do vaso.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
Os deuses que há debruçam-se do parapeito da escada.
E fitam os cacos que a criada deles fez de mim.

Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.
O que eu era um vaso vazio?


Olham os cacos absurdamente conscientes,
Mas conscientes de si-mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.
Sorriem tolerantes á criada involuntária.

Alastra a grande escadaria atapetada de estrelas.
Um caco brilha, virado do exterior lustroso, entre os astros.

A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
Um caco.
E os deuses olham-no especialmente, pois não sabem por que ficou ali.
Álvaro de Campos
Quinta-Feira, 5 de Fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ode marítima


Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico á sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão ni porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh'alma está com o que vejo menos,
Com paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentído marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobre em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.
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Excerto do poema Ode Marítima de Álvaro de Campos

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009